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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Primeiro emprego
Por Eduardo Amorim
Existe uma preocupação importante para muitos jovens: como conseguir seu primeiro emprego! Por diversos motivos, a maioria deles gostaria, o quanto antes, de entrar no mercado de trabalho. Seja um estudante que precisa ajudar a família ou custear seus estudos, buscando estágio, seja um recém formado que está “batalhando” para entrar no mercado e descobre surpreso, que seu suado diploma não é garantia de uma boa colocação profissional. O certo é que neste momento bate aquela insegurança, a falta de confiança, a dúvida e a incerteza de qual o melhor caminho deve seguir para vencer tamanho desafio.
Como fazer para ultrapassar esta barreira? Por onde começar? Como enfrentar uma entrevista de emprego sem tremer? E o currículo, como preencher? O que devo falar quando me perguntarem sobre minha experiência anterior? Demora muito pra conseguir um emprego? Será que vou me adaptar? Estas e muitas outras dúvidas surgem e são absolutamente normais. O nosso Sindicato tem departamento específico para ajudar os jovens nesse sentido e encaminhá-lo para o mercado de trabalho.
Em geral, sugerimos aos candidatos ao primeiro emprego, que busquem começar sua vida profissional em funções mais simples, para poderem adquirir certa experiência profissional, e terem a chance de mostrar seu valor e seu potencial, para em seguida aspirarem a cargos de maior desafio. O processo desta forma fica mais simples e de fácil conquista. Em Goiânia, temos algumas Organizações NãoGovernamentais (ONGs) confiáveis que buscam colocar adolescentes no mercado de trabalho.
Jovens entre 16 e 24 anos são os que mais encontram barreiras no mercado de trabalho, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, a Câmara Federal analisa projetos que pretendem incentivar empresas a contratar jovens por meio de benefícios e renúncias fiscais. Tal dificuldade que o jovem enfrenta para conseguir emprego é vista com preocupação não apenas por nós, sindicalistas, mas, também, por autoridades públicas, aos exemplos da maioria dos nossos parlamentares, em todos os níveis, ou seja, municipal, estadual e federal.
Por lei, toda empresa precisa investir no social e na contratação de jovens. Isso é justiça social. Nossos jovens dependem desse apoio, já que enfrentam muitas dificuldades nessa fase da vida, quando ainda não possuem qualificação e experiência suficientes. Alguns governos municipais e estaduais estão mais adiantados nessa questão, por isso entendo que os senhores prefeitos e governadores deveriam buscar projetos de sucesso e fazer as devidas adequações à realidade de seu Município e de seu Estado. O governo federal também possui alguns programas interessantes, mas que precisam avançar mais.
Fizemos avaliação positiva do texto substitutivo do deputado federal Roberto Santiago, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), hoje no PSD-SP, que estabelece benefícios fiscais para empresas que contratarem trabalhadores com menos de 24 ou mais de 45 anos e que estejam desempregados há mais de um ano. A iniciativa privada visa lucro e a contrapartida nessa contratação seriam os benefícios fiscais. Acredito que as empresas goianas se adaptariam a isso. O projeto do deputado federal, que reúne 15 propostas sobre o tema, foi aprovado pela Comissão de Trabalho da Câmara Federal, e seria examinado pela Comissão de Finanças e Tributação. Só nos resta torcer pela sua aprovação ou que, pelo menos, inspire a presidente Dilma Rousseff (PT) a encaminhar para o Congresso algo semelhante, ou seja, que venha efetivamente ao encontro dos anseios dos nossos jovens em busca do primeiro emprego. E, de preferência, o mais rápido possível!
(Eduardo Genner de Sousa Amorim, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás - SECEG)
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