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segunda-feira, 9 de junho de 2014
A verdade sobre a Segurança Pública ontem e hoje em Goiás
Por Wilmar Rubens Alves Rodrigues
Tem sido comum através dos meios de comunicação, aparecerem policiais militares e até mesmo oficiais de alta patente alfinetando o Governo do Estado, com pressões incautas e intempestivas, alegando que o Governo deve tomar cuidado se não a tropa o abandona. Ora esses companheiros, com certeza de forma precária, não conheceram a realidade das forças policias do Estado antes do Tempo Novo, ou tem problemas de memória e não se recordam da situação de lamúria e miséria em que vivíamos nós policiais.
Talvez tenhamos que rebuscar na memória dos colegas aquelas tristes lembranças. Sofro em relembrar o caos da segurança pública daqueles tempos obscuros do “sal em carne podre”. Lembro-me, que nosso soldado ganhava menos que um salário mínimo e que muitos pediam baixa da corporação para serem motoristas de ônibus no transporte coletivo, pois os motoristas ganhavam o dobro de nós e trabalhavam bem menos que a gente (pasmem).
O Governo atual não só resgatou nossos salários nos colocando atualmente entre as Policias mais bem pagas do país, como nos concedeu direitos iguais aos dos demais trabalhadores civis, como a concessão do décimo terceiro salário na data do aniversário, um verdadeiro presente.
Antes, recebíamos um abono de natal no final do ano, parcelado em até dez vezes no ano subsequente, sem nenhuma correção, isto é; quando recebíamos. Valorizar o servidor definitivamente não era meta daqueles velhos governantes.
A reestruturação na carreira policial com promoções para todas as graduações e postos em pouco espaço de tempo, foi um grande reconhecimento por parte do Governo Marconi, que beneficiou toda corporação.
Conheci nos Governos anteriores a 1998 muitos soldados que completavam trinta anos de serviço e findavam suas carreiras na mesma graduação que iniciaram, isso é entravam soldados e morriam soldados.
Com essa mudança promovida por nosso atual Governador aconteceu a maior promoção da história da PM em números absolutos. Tal reformulação possibilitou não só a celeridade na carreira do policial militar, como também um reconhecimento verdadeiro por parte do Governo do Estado aos bons profissionais, perante a sociedade e perante suas famílias.
As melhorias não pararam por aí. Não podemos nos esquecer da logística que existia no Tempo Velho, viaturas velhas e sucateadas. Lembro-me quando era tenente - naquela época comandei uma importante cidade na divisa de Goiás com o Estado de Mato Grosso - só tinha uma viatura em condições de rodar para atender a população e outra baixada nos fundos do quartel à espera de peças, enquanto que do outro lado da ponte (no outro estado) viaturas novas e potentes davam um contraste frustrante a nossa realidade. Tínhamos ainda que nos humilhar para a população pedindo peças para consertar as viaturas e conseguir mão de obra na faixa dos mecânicos amigos, para colocarmos as viaturas para rodarem. Ficávamos até dez anos com as mesmas velhas viaturas que, em muitas vezes, quebravam-se no meio de ocorrências, ou tínhamos que empurrá-las para pegar, em situações vexatórias.
Não esqueçamos que Marconi Perillo saiu na frente e foi copiado por vários outros Governadores de Estado, com a locação de viaturas zero quilômetros, beneficiando até mesmo distritos de municípios longínquos, que antes nem viaturas tinham. A substituição desses veículos, a cada três anos, e ainda todas com seguro total, deixa-nos livre de preocupações com peças e reparos. Sempre estamos com a frota renovada, com carros novinhos. Isso valoriza não só o Policial Militar, mas toda uma população que sente firmeza no aparato de segurança e não faz chacotas nem piadinhas como outrora.
Recentemente, com o Projeto Dinheiro nos Quartéis e Delegacias, o Governo demonstrou mais uma vez sua perspicácia e confiança na capacidade administrativa das instituições de segurança. Esse é um velho anseio de nós gestores policiais, pois nos permite a realização de reformas em nossas instalações. Isso sim é descentralizar o bolo da receita de forma imparcial, democrática e sem apegos.
A compra de novos equipamentos, como coletes a prova de bala, capacetes, fardamentos, escudos e armamento de ponta (hoje cada policial tem consigo sua própria arma e só a devolve para o estado quando se aposenta),tornou-se uma rotina no Tempo Novo, coisa que antes não se via (antes só víamos em filme, principalmente os coletes).
A bem vinda recente correção salarial, a maior reposição de efetivo que estamos presenciando, com certeza uma das maiores da história da Policia Militar de Goiás, se não a maior, demonstra mais uma vez a seriedade desse governo não só para com nós, profissionais da segurança pública, mas sim com toda população goiana.
Com certeza, meus irmãos de farda, não é hora de trocarmos o certo pelo duvidoso ou trazemos de volta o passado tenebroso ora vivido. O tempo Novo ressurge a cada dia com mais força pelas mãos desse homem que tem os olhos firmes no horizonte e está cada vez mais em busca do progresso para nosso Estado, demonstrando seu compromisso com a melhor qualidade de vida para com todos os goianos. Obrigado senhor Governador, o senhor é um divisor de águas na história da segurança pública em Goiás. Finalizo parafraseando que Goiás precisou do senhor ontem, precisa hoje e precisará ainda mais num futuro não muito distante.
(Wilmar Rubens Alves Rodrigues – Ten Cel QOPM, comandante do 2 BPM – Rio Verde-GO)
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