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terça-feira, 10 de junho de 2014
Ah, se eu fosse o Siri!!!
Por Paulo Tárcio Martins
Existem nos esportes, existem em várias outras profissões, mas principalmente, existem na política, pessoas que insistem em continuar desenvolvendo aquilo que fizeram durante toda a sua vida produtiva, mesmo ela não estando mais tão produtiva assim.
Na política, em particular, temos visto vários “antigões”, mal conseguindo andar ou falar, tentando se perpetuar no poder, disputando eleições e mais eleições, às vezes até colocando em risco a sua vida devido à sua senilidade.
Nosso personagem de hoje, o senhor Siri, se enquadra perfeitamente nesta insistência desnecessária, a meu ver, é claro, pois já passou por muitos e muitos cargos políticos no Brasil, tendo se destacado positivamente em praticamente todos eles.
É muito rico, famoso e querido. Mas teima em não parar... Quer por que quer continuar com o "incontinuável"... Não quer fazer como um outro também político famoso que parou no auge, o professor Noin, que hoje desfruta de sua fama, de sua inteligência e de sua experiência em sua bela fazenda. É sempre assediado pelos políticos novatos ou mais novos em busca de orientações, conselhos e estratégias para se conseguir a vitória de seus intentos, tão presentes na vida deste conselheiro.
O nosso personagem, o senhor Siri, não é menos rico (acho que até muito mais do que o professor Noin) e nem menos famoso que o mesmo, mas, me arrisco a dizer, é bem mais teimoso, mais insistente e, pelo jeitão, adora correr riscos.
Não quer fazer como o professor, nem como o Pelé e tantos outros que souberam parar na hora certa, no auge, por cima, para serem idolatrados sempre. Quer fazer como o Romário, como o Túlio Maravilha, que perderam feio para o time do tempo e ainda se achavam capazes e com fôlego de jovens.
Senhor Siri, pense bem... Será que não é chegada a hora do senhor ser o técnico do time? O conselheiro? Até o dono, talvez? Cacife, bagagem, experiência e patrimônio o senhor tem de sobra...
O senhor não necessita, já a muito tempo, do salário de político para sobreviver... Não necessita da fama para manter os holofotes na sua pessoa... Não necessita de sacrificar, mais ainda, a sua saúde para galgar postos já ocupados, com galhardia, por sua pessoa e até por sua família...
Então, para que o sacrifício? Para que enfrentar uma maratona extenuante e desgastante de mais uma campanha política? Como diz um trecho daquela canção do Zezé de Camargo & Luciano: “Pare”. Vá pescar nas suas fazendas espalhadas pelo Estado... Vá contar seus bois na invernada... Vá fazer pamonhas e distribuir comida no seu aniversário e, enfim, vá curtir sua vida, sua família, seus amigos, vá
distribuir conselhos com sua eloquência, com sua verve fácil e desembaraçada... E deixe seu nome na história como um vencedor... Como um estadista, como um conselheiro vitorioso...
O senhor não precisa, como muitos políticos espalhados pelo nosso Brasil, de se manter na política a qualquer custo...
Isto não é um pedido meu. É um apelo... Já votei muito no senhor. Mas hoje fico com medo de te hipotecar meu apoio, mais uma vez, e me sentir culpado por ter te incentivado a partir para uma luta difícil e extremamente arriscada para a sua pessoa. Não quero ver o senhor encerrar sua maravilhosa trajetória política como um esquecido, como um derrotado, pois consigo imaginar o quão seria desastroso para a sua biografia, esta possibilidade real.
Analise com carinho... Pese os prós e os contras... O senhor não tem que provar mais nada pra ninguém não!
Temos a mania de dizer: “Se eu fosse você não faria isso!” Sinceramente, vou mudar esta frase: “Ah, se eu fosse o senhor, Siri, encerraria minha carreira longe das “pastinhas” e até de outros “arquivos” que possam me provocar desgastes!
E para quem achasse ruim ou pensasse o contrário... Eu diria: Tá nervoso? Venha pescar comigo, mas não leve nem a fotografia de boi. Carne? Só de peixe e, de preferência, vá com qualquer cor de camisa, menos a azul.
(Paulo Tárcio Martins, secretário Municipal de Ind. e Comércio, técnico em Contabilidade)
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