terça-feira, 10 de junho de 2014

Em dias de copa do mundo

Por Cleiber Fernandes dos Santos
O torneio mais esperado no Brasil e outros países do mundo está chegando. Não restam dúvidas de que, independente da vitória no torneio mundial, a seleção canarinho ainda desperta admiração, com seus dribles geniais, seu ataque sensacional, seu jeito especial de tratar a gorduchinha e fazer dela um presente especial para os brasileiros chamado gol. E tudo o que o torcedor espera é que a atuação da seleção brasileira resulte numa grande final com vitória. Esperamos e sonhamos com a taça, o brasileiro precisa da vitória para melhorar sua autoestima, sua percepção de que nem tudo está perdido. Num ano de revoltas, passeatas e greves, os políticos também apostam no sucesso da seleção para brasileira. Pelo menos durante o período da Copa, certamente, o brasileiro irá esquecer um pouco da corrupção, da politicagem, da CPI, dos desvios de verba pública, dos problemas com saúde, transporte, educação, etc. Tudo isso não será amenizado com a vitória da seleção brasileira, mas mostrará que devemos continuar sonhando. O brasileiro é um vencedor por natureza, já passamos por muitos momentos difíceis, não só na economia, mas também, diante de uma crise de integridade de nossos políticos. As opções de candidatos com credibilidade hoje são tão poucas que na última pesquisa de intenção de voto para presidente, publicada pelo Datafolha, todos os três pré-candidatos presidenciais apresentaram uma lenta tendência de queda, tanto a presidente Dilma (PT), quanto seus adversários, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). E a tendência não é para melhorias, o desempenho pífio da presidente Dilma e a falta de projetos consistentes somados com a falta de exemplos de planejamento e trabalho árduo desacreditam os outros candidatos e geram descrença dos eleitores. A aposta numa vitória da seleção brasileira na Copa do Mundo tornou-se crucial, e representa um momento em que todos esperam também o resgate da dignidade e credibilidade de um grupo de políticos, sem condições mínimas de exercer um governo digno de um País tão grandioso como o Brasil. (Cleiber Fernandes dos Santos, professor universitário)

Nenhum comentário:

Postar um comentário