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quarta-feira, 4 de junho de 2014
Aqui quem manda sou eu!
Por José Domingos
O serviço público, de modo geral, sempre foi alvo de bastante polêmica, pois embora de um modo geral os vencimentos da grande maioria seja bem reduzidos, ele atrai muitas cobiças em razão da estabilidade que traz segurança aos que nele ingressam.
E assim, hoje os concursos públicos são disputados quase que num percentual de quinhentos candidatos por vaga em quase todos os certames ocorridos país a fora. A categoria sofreu, em 1988 em razão de interesses politiqueiros, um verdadeiro massacre quando o então governador de Alagoas, Collor de Mello, numa ação midiática fez estardalhaço com o salário de alguns servidores, com objetivos já bem definidos de alcançar a presidência da república, como de fato se deu no ano seguinte, porém de pouca duração, pois o seu mandato foi alvo de impeachment ainda na sua metade.
De lá para cá, o termo com que ele designou os então apadrinhados alagoanos do governo estadual, marajá, passou a ser conotativamente, pejorativamente, empregado para qualquer servidor, mesmo para aqueles que percebem salarialmente uma ninharia.
E por falar em ninharia salarial cabe aqui ressaltar duas das mais importantes categorias de servidores públicos para qualquer sociedade, que são a educação e a segurança, pois em tempo algum jamais receberam um tratamento digno por parte dos governantes, sempre relegados ao esquecimento, exceto quando do período eleitoral.
É, nessas ocasiões os mais humildes dos barnabés são relembrados, paparicados, já que em alguns casos, por submissão de servidores de aceitar tal ingerência desrespeitosa, acintosa, os candidatos os submetem ao constrangimento de serem obrigados a servir de cabos eleitorais, isso durante o expediente, conforme já testemunhei em datas recentes.
Pois é está chegando uma nova eleição, e não é que quando do amistoso da seleção brasileira com a do Panamá realizado a pouco em Goiânia, a administração estadual resolveu liberar todos os servidores a partir do meio dia para que, quem assim quisesse, pudesse ir ao estádio assistir ao jogo, mas alguns chefetes de uma certa secretaria interpretaram a liberação à sua maneira e estabeleceram que somente às quatorze horas e trinta minutos é que os funcionários que trabalham sob os seus comandos estariam liberados, o que os impossibilitou de ir ao jogo pois não dava mais prazo. Não é querer ser mais realista do que o rei?. Saberia o senhor governador que as suas deliberações não se sobrepõem à de alguns deslumbrados em cargos de chefias, que estabelecem eles ao seu bel prazer, como, quando e de que forma, quem se acha sob o seu comando poderá desfrutar do que o chefe do poder executivo decidiu?
Até parece que tais pessoas se acreditam superiores a tudo, e que o governador deveria, antes de decidir a respeito de servidores de suas seções lhes fizessem uma consulta para saber se estão de acordo, pois caso contrário a decisão final sempre lhes caberá ao seu alvitre, afinal devem eles inflar o peito, nele bater, e dizer: aqui quem manda sou eu!
(José Domingos, jornalista, escritor, poeta e articulista da sociedade no Diário da Manhã)
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