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terça-feira, 3 de junho de 2014
Copa do Mundo de 2014 - Se mostra Brasil! - III
Por Gilson Vasco
Nesta terceira reportagem sobre a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, que tem o caráter de mostrar questões adversas ao torneio mundial, vamos discutir a visão da presidência do Brasil em relação aos protestos que iniciaram em 21 de junho de 2013, perduram até os dias de hoje e, provavelmente, se estenderá durante todo o período do Mundial, ou quem sabe até mesmo após o término do torneio.
Pois bem, nos últimos dias, a imprensa brasileira vem divulgando alguns desagrados do Palácio do Planalto em relação às manifestações que vem ocorrendo nos últimos tempos, o fato é que o ministro-chefe da secretaria-geral da presidência da República, Gilberto Carvalho, condenou as ações dos movimentos sociais e das classes profissionais que estão aproveitando a proximidade da Copa do Mundo para fazer protestos e paralisações. O ministro taxou de prejuízo à população brasileira as marchas de protestos e as paralisações que estão acontecendo no país. Lutar por mais dignidade, melhoria de vida é realmente uma perda à Nação?
Cheio de otimismo o ministro parece acreditar que, à medida que a Copa do Mundo for se aproximando, (lembrando que o início do torneio está marcado para a quinta-feira, 12 de junho) os protestos no Brasil irão diminuir. Será?
Gilberto Carvalho chegou a dizer no programa de rádio “Bom Dia, Ministro”, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que espera pelo “bom senso e compreensão” dos responsáveis pelos movimentos sociais e pelas paralisações das categorias profissionais, e acrescenta que “a população não pode ser prejudicada por essas iniciativas”. Muito interessante, para não dizer repugnante! Quer dizer que quando o povo vai às ruas protestar a população é quem acaba sendo prejudicada, mas quando o povo e refém de negligência político-administrativa não há termos prejudiciais?!
O ministro Gilberto Carvalho foi capaz de rebater as acusações sobre os altos gastos dizendo que a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, não representa desperdício de dinheiro público, pois o custo de construção e modernização dos estádios de futebol nas cidades-sedes dos jogos foi, segundo ele, de apenas 8 bilhões de reais, sendo 4 bilhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Não sei se a intenção do secretário-geral da presidência foi a de tratar os manifestantes como baderneiros, mas sei que não se conserta uma nação com vandalismo e destruição. Sou totalmente alheio às depredações de patrimônios, sejam eles públicos ou privados, porém, favorável à luta pela conquista e cumprimento dos direitos sociais.
Não adianta querer ganhar no grito, ou seja, de nada vai adiantar o pronunciamento do ministro-chefe ou de qualquer outro político que seja. O povo já não aguenta mais tantas desigualdades sociais e está decidido ir à luta por melhorias. Ao contrário do que pensa o ministro Gilberto Carvalho as manifestações tende a aumentar durante a realização do torneio. Não defendo badernas, quebradeiras, desrespeito para com o próximo, mas que tudo sirva pelo menos para que os políticos oportunistas, acostumados a pensarem somente em si, repensem e mudem suas atitudes em relação à força do povo.
No próximo artigo traremos uma breve noção dos gastos com as estruturas para a Copa do Mundo de 2014, em algumas cidades-sede do Mundial.
(Gilson Vasco, escritor - gcvasco@hotmail.com)
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