Este é o blog da editoria de opinião do jornal Diário da Manhã. Aqui, a sua opinião acerca dos assuntos e fatos da atualidade serão publicados. Seja bem-vindo!
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Estamos todos mortos!
Por Paulo Tárcio Martins
Ao longo dos meus 60 anos sem muitas férias (ou quase nenhuma), tenho refletido sobre as coisas que povoam o nosso cotidiano e faço, para mim mesmo, algumas perguntas:
Por que, tantas pessoas, mesmo sendo politicamente corretas, ecologicamente corretas, socialmente corretas, financeiramente corretas, sofrem reveses em relação a outras sem nenhuma destas qualidades que descrevi acima? Por que pessoas que não bebem, não fumam, não fazem nenhuma extravagancia que possam prejudicar a sua saúde, dormem cedo, praticam exercícios, adoecem e passam maus bocados também em relação a outras que são exatamente o contrário? Por que pessoas nascem com defeitos físicos e mentais, em seios familiares de boa índole e práticas ortodoxas, sacrificando não só a sua própria vida mas como a vida de quem cuida delas e outras pessoas que praticam o mal vendendo drogas de toda natureza a jovens e adolescentes e a sua vida é nababesca? Por que pessoas matam e até sacrificam crianças em nome de uma seita (dita por eles, religiosa e ditas por nós como satânicas) às vezes nem presas vão, não sofrem represálias e vivem como pessoas exemplares em nosso meio? Por que existem pessoas que não trabalham, não desenvolvem nenhuma atividade produtiva e nem são filhos de abastados, conseguem viver “de boa” sem serem molestados pelas cobranças diárias de tantas e tantas contas que temos que pagar para termos um mínimo de conforto? Como explicar as fatalidades que envolvem crianças, idosos e até adultos que estavam praticando boas ações tipo reclusos em orações e adorações de seus deuses ou divindades e perdem a vida de modo trágico e sob extremo sofrimento? Como encontrar explicações para a sobrecarga de problemas que alguns enfrentam, enquanto tantos outros não estão “nem aí” para a paçoca e vivem até a senilidade sem muita “noia?” E tantas e tantas outras desigualdades injustas por que passam os animais racionais e até irracionais aqui nesta nave chamada de Terra?
Não encontrando respostas satisfatórias para todas estas perguntas, fiquei divagando... E se todos nós aqui na Terra estivéssemos mortos e não vivos como cremos? E se esta condição que chamamos convencionalmente de VIDA fosse, na realidade, uma condição de morte? Afinal, muitos não dizem por aí que VIDA mesmo teremos após a nossa morte? Não é morrendo que vivemos para a vida eterna? E a ressurreição? E a reencarnação? Não seria a VIDA que tantas religiões, seitas, dogmas e doutrinas pregam? Então estou quase convicto que estamos todos mortos aqui neste planeta e, nessa condição de “mortos/vivos” estamos pagando por nossos erros e falhas praticadas durante “aquela vida” que é pregada pelos templos deste plano espiritual em que “vivemos.” Só assim se poderia explicar, embora superficialmente, as questões colocadas no início deste texto porque, afinal, não se diz também que pagaremos por nossos erros no inferno, no purgatório ou em umbrais de dimensões não conhecidas e não sabidas, após a nossa morte terrena? E se fosse exatamente o contrário? E se já estivéssemos “vivendo” nestes locais de expiações, pagando por estes supostos erros, aguardando somente a “quitação” de nossa conta celestial? Com a palavra todos aqueles que tenham livre arbítrio e livre trânsito, tanto no limbo desta “vida” ou no seu antônimo ou que estejam aqui para tão somente servirem de contestação e motivos de textos para escritores sem sono na madrugada, extravasarem as suas angústias, que devem ser também moedas de troca para a quitação de seu fardo aqui nesta nave cansada de servir de “caixa de sofrimento e de injustiças” para seres viventes acertarem as suas contas com o construtor do universo.
(Paulo Tárcio Martins, secretário Municipal de Indústria e Comércio de Morrinhos, técnico em Contabilidade)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário