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terça-feira, 3 de junho de 2014
Existiu o lendário Caipora
Por João Caetano
Era uma vez de verdade aconteceu na fazenda Roncador, no município de Mossâmedes, na década de 1940. Este fato aconteceu com meu tio, Nego, pessoa que era trabalhadora e de pouca conversa. Eu era tão pequeno, mas recordo muito bem. Das noites dormidas na cama de Dindinha e me recordo que mijava nela. De seu ranchinho à beira chão, e à margem do riacho Fartura. Toda noite sentado no rabo do fogão, assando batata, eu pedia ao tio Nego: Tio nos conta aquela historia do caipora, a quem o senhor bateu nele. Conta tio Nego, conta! Segundo ele, no dia anterior, tinha participado de um mutirão de bateção de pastos. À noite, ele voltou para o pagode para jantar, dançar e ouvir as cantorias dos sanfoneiros e violeiros. Lá, pela madrugada, já cansado, se despede de todos feliz da vida, e sai caminhando em direção ao seu ranchinho, assobiando e adentra na mata e, ao dela sair, de repente, à luz do luar, à sua frente, esta uma estranha figura, cabeluda e baixa, que o cercava. Tio Nego tentava livrar-se daquela estranha figura e, para se defender arranca de um punhal que sempre estava na sua cintura e, em luta corporal, esfaqueava e rolava no capinzal com aquela figura estranha. Segundo tio Nego, aquela estranha figura de repente o larga ( pois tio Nego era muito forte e nas quedas de braço, ele também levantava dois sacos de arroz de 120 kilos e os transportava na cabeça) e, nessas alturas a estranha figura adentra na mata e tio Nego corre para o seu ranchinho de pau a pique, que ficava à beira do riacho Fartura. Dizia minha vó Etervina seu tio Nego, Nenem “ eu “, ele chegou com seu punhal ensanguentado, com olhos arregalados e mudo. Só depois de beber água num copo de coité ele conta a novela que aconteceu, e os dois amanheceram sentados no rabo do fogão à lenha e contando histórias de antigamente. Amanhecendo o dia os dois foram ao local do acontecido, sobre a luta corporal ainda com vida com aquela criatura estranha. No local, tio Nego e vovó Dindinha ao ver as lutas de sangue, capim arrancado e tombado no chão por essa briga com o desconhecido e cabeludo, que segundo tio Nego ao passar dez dias do acontecimento nas proximidades do local da luta se encontravam urubus voando e nos galhos dos arvoredos o fedor de carniça que lhe chamou a atenção. De longe, ele viu dentro de uma gruta aquela figura parecida com gente em estado de putrefação. A segunda parte dessa história, tio Nego com medo de si próprio denunciá-lo, só contou a história depois de vinte e cinco anos dele e do lendário caipora, mas ali aconteceu o crime que o tempo prescreveu.
(João Caetano, lavrador, técnico de televisão, Poeta e Historiador amador, ambientalista e idealizador dos bosques Cajueiro I, BR 153, ponte do rio meia ponte. Bosque cajueiro II, BR 153, as margens de Setor Moraes, ativista e incentivador das mangueiras dos cajueiros das jabuticabeiras... Nas praças e bosques e plantios em lotes baldios contra a fome)
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