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quarta-feira, 4 de junho de 2014
A era nova e a política partidária
Por Irani Inácio
Os milenários vaticínios prenunciaram os novos tempos e a Era Nova chegou para materializar no orbe este momento auspicioso, o mais importante de toda a história da civilização humana. Os tempos novos comparecem ao cenário da vida física para redirecionar os caminhos da humanidade. Eles chegaram despertando os habitantes do globo para a importância de receber as luzes da esperança de uma nova realidade existencial a ser vivenciada pelos que se encontram dentro ou fora do ergástulo carnal.
Em pleno transcurso da nova era a maledicência ainda recrudesce, a violência campeia grassando por toda parte e muitos dos habitantes que ainda estagiam no globo vagueiam perdidos chafurdando cada vez mais no lamaçal lodoso e fétido de suas próprias imperfeições morais. Os fenômenos físicos e geológicos que eclodiram da mãe natureza pipocaram em toda face escura do planeta formoso e haverão de perdurar até que se cumpra integralmente a misericordiosa lei da destruição. Eles pintaram no pedaço demonstrando como simples sinais da grande transição planetária que envolve as duas humanidades, que os tempos novos chegaram para promover a separação do joio e do trigo, do lobo das ovelhas e que neste processo não ficará pedra sobre pedra.
O planeta vive um momento tormentoso de profundas e necessárias transformações que integram o processo evolutivo do ser humano. A humanidade que jornadeia avançando sempre em sua caminhada evolutiva chegou a um ponto em que retroceder já não é mais possível. Se a lei universal proíbe retrogradar e impede retrocesso de qualquer natureza urge ao ser humano irreversivelmente envolto nestas dificuldades temporais, despertar para a sua nova realidade existencial.
Estagiando temporariamente aqui na vida física onde as coisas realmente acontecem, sobre tudo no conflituoso cenário da política partidária, alguns agentes políticos divorciados da verdade nem apercebem que, ungidos pela espiritualidade, são verdadeiros missionários da vida. Eles olvidam completamente que a suas são missões divinas de caráter provisório, das quais terão que prestar contas oportunamente e de que ser humano nenhum tem o poder de perpetuar a vida física. E assim investidos no mando do poder temporal se julgam donos do mundo e senhores absolutos da razão, com o direito de tripudiar sobre seus irmãos em humanidade.
Esquecem que o processo renovador das consciências poderá ocorrer inclusive por meio de acerbas provações que visam selecionar os futuros habitantes do planeta para viver os alvores da Era de Regeneração. Enquanto isto a humanidade que avança vertiginosamente na senda de sua longa caminhada evolutiva está fada a conviver com grandes e enormes desafios.
Os presságios que se cumprem explicitando verdades cristalinas informaram que a chegada da era nova seria precedida por guerras, rumores de guerras, conflitos e desentendimentos familiares e sociais de toda ordem. E de repente nossa querida nave planetária constituída por este orbe gigantesco caracterizado por contradições, incoerências e paradoxos viu-se envolta em uma gigantesca e densa onde de violência vibracionais de alarmantes proporções.
Outras vozes anunciavam que “os dias futuros de lutas e de dores surgirão aqui, acolá e mais além, implorando pela união, compaixão e misericórdia individual e coletiva.” E é chegado este histórico momento. Os que creem sabem, à saciedade, que os planos de Jesus com relação à Cristianização dos homens não sofrerão solução de continuidade e se consolidarão, com eles, sem eles e apesar deles.
O universo político nacional encontra-se mergulhado em um mar tenebroso de densas energias vibracionais provocadas pela emissão de pensamentos de discórdias, de intrigas, de estéreis discussões hauridas do sentimento ególatra que escraviza a humanidade. Desassossegadas, muitas lideranças políticas com assento nas assembleias humanas inclusive do país verde amarelo temem as mudanças previamente preconizadas pelas forças do Alto, porque ainda não aprenderam administrar sentimentos, emoções e desejos.
Sem nenhuma empatia e autoridade moral para fazê-lo com serenidade lideram as massas humanas sedentas de liberdade, de esperança, de harmonia, de amor e de paz. Esquecidos de que o seu é o compromisso de conduzi-las para os caminhos do bem e da verdade que liberta anelam ocupar o poder a qualquer custo inclusive pela força mesmo quando travestida de democracia.
E nas assembleias dos “sábios e poderosos da terra”, a discórdia, a intriga, o interesse pessoal, o dinheiro, a inveja, a calúnia, o orgulho, o egoísmo e a vaidade desbancaram o debate ético e fraterno das ideias democráticas geradoras do pensamento ideológico da união, da ordem e do progresso. O idealismo pediu licença por interesse particular e desacreditada a grande maioria dos homens públicos deste país vagueia sem rumo sem saber para onde caminhar. A corrupção que se espalha como erva daninha por toda parte infelicitando a humanidade, agindo sorrateira e clandestinamente tomou o lugar da ética e da moral e construiu o império da imoralidade e da vergonha no coração da pátria do país verde amarelo. A falcatrua foi encontrar a desesperança lá na curva da estrada velha da desilusão. É esta estrada que conduz os desalmados do poder para ser julgados no tribunal da própria consciência. Ao depois serão lançados ao vale dos impiedosos onde purgarão seus débitos reparando as lesões provocadas na soberana e misericordiosa lei universal.
Enquanto isto o povo desesperançado e desiludido vagueia sem rumo, sem lar, sem amor e sem fé. Felizmente outras vozes surgem além dos horizontes da esperança, trazendo o alento pressuroso da Era Nova. Ela chega preconizando as necessárias mudanças e transformações no plano físico, extensivas à varredura que deverá ocorrer no denso cenário político desta nação que se propôs a ser o celeiro da humanidade, o oração do mundo e a pátria do Evangelho.
(Irani Inácio de Lima, advogado e espírita)
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