terça-feira, 10 de junho de 2014

A República Federativa do Brasil

Por Gercy Joaquim Camêlo
O sistema adotado de se fazer política partidária no Brasil, revela ações equivocadas e contrárias ao interesse da maioria do povo brasileiro. Os parlamentos são compostos por pessoas eleitas, com votos obrigatórios, inclusive de eleitores que não sabem ler, escrever e pensar. Para a presidência da República, elege-se um brasileiro que centraliza em suas mãos todo o poder, quase ditatorial, parecido com os períodos de regimes de exceção, que já vivemos. Os Senadores e Deputados Federais são eleitos para defenderem os interesses dos seus Estados e do povo, respectivamente, junto ao Poder Central da República. Contrariando, frontalmente os seus papéis, a maioria desses parlamentares, após empossados, se valem das benesses dos cargos para cuidarem, primeiro, de seus interesses pessoais. É nessa hora que começam os equívocos e os absurdos da República Brasileira. Com a força quase absoluto, o chefe do Poder Executivo cria cargos e nomeia pessoas, nem sempre pelo mérito, mas, para atender os interesses dos partidos que o apoiam. Para acomodar tantos partidos, alguns de aluguel, o governo cria Ministérios, Agências e outros órgãos, destinados a atender os apaniguados, com altos salários, e nem sempre necessários à administração. As necessidades básicas e vitais da infraestrutura do País, para atender o seu desenvolvimento, como escola, segurança, mobilidade, meio ambiente, saneamento básico e outros, nem se falam. Desta forma, vamos caminhando na retaguarda de outros povos, mesmo sendo um País rico, ocupando a 6ª posição dos países mais bem sucedidos do mundo. Assim sendo, falta interesse e gestão competente aos nossos dirigentes, eleitos para conduzir com honradez a coisa pública, visando o bem estar de todos e afastar para bem longe a corrupção, que ameaça a soberania do nosso País. A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, que afastou o regime Monárquico e implantou o Republicano, esse veio para ser sóbrio, honesto e competente. Exatamente o contrário do que estamos presenciando nos dias atuais. Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos, não podemos e nem devemos perder o encanto, a crença e a esperança de um País livre das mazelas e progressista nas suas convicções de grande Nação. O grau de insatisfação que contamina os brasileiros, têm explicação. Todavia, não nos dá o direito de falarmos mal do Brasil e muito menos de lutarmos contra os brasileiros. Afinal, os defeitos não são do Brasil, e sim, dos brasileiros. Para mudar essa cultura demanda tempo e um longo processo de educação. É compreensível e até necessária a indignação e a insatisfação do povo com a situação vigente. Resta-nos, portanto, dar a nossa contribuição para a construção de uma República livre, ordeira e solidária. Viva a República Federativa do Brasil! (Gercy Joaquim Camêlo, governador do Rotary International, Distrito 4530, Gestão 2012/2013)

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