segunda-feira, 2 de junho de 2014

Eleições faustosas, paixão comanda a razão

Por Josias Luiz Guimarães
O jargão popular leitor, chama ano político o ano de eleições; mas, o correto é ano eleitoral, porquanto, o termo “político” está presente, em todas as ações bem intencionadas de candidatos, gestores públicos do município, estado e país, em qualquer época, nas mal intencionadas, nunca, sempre ausente, pois, política constitui a arte de fazer a sociedade feliz. Consoante Spinoza, o homem (homo sapiens) é conduzido, muito mais, por sua paixão do que pela razão, por isso carece, quando gestor público, do controle da sociedade eleitora, mesmo, com toda sorte de instituições fiscalizadoras dos poderes constituídos: executivo, legislativo e judiciário. Embora, essa “multivigilância”: Ministério Público, Tribunais de Contas, Controladorias, Corregedorias, para que as eleições sejam limpas, administrações transparentes, a república funcione a contento, seja de fato, melhor forma de governo, carece ela, do controle da sociedade. Tudo porque, o corporativismo é imanente a qualquer agrupamento humano, de novo o instinto agindo, ainda mais, nas instituições públicas encarregadas de fiscalizar os demais poderes públicos, experiências, ao longo do tempo, demonstram bem, o seu hábito sorrateiro de contemporizar. Tivesse você leitor, o direito de sondar todos esses organismos encarregados, de tão espinhosa e nobre tarefa, ficaria boquiaberto, com a quantidade de processos lesivos ao patrimônio público engavetados, mesmo quando tramam contra mandato, bem como, outras maracutaias lesivas ao povo, costumam ficar em banho-maria a vida toda, aluindo da toca, só quando denunciado pela imprensa, maior aliada da sociedade contribuinte. Portanto, uma comunidade espectadora, ansiosa, realmente interessada e motivada à construção de seu próprio destino: “No ducor duco”: não sou conduzido, conduzo-o, isto, em relação ao estado – não sou servo do estado, o estado é que é meu servo - lema, para quem não sabe da Bandeira do Estado de São Paulo, tem que controlar os que são contratados pelo voto, participando, resolutamente, da vida política de seu bairro, lugar onde mora, cidade. Embora, um grão de areia na imensidão do Cosmo, sou, creio partícipe da história de minha terra, adversário ferrenho da orgia pública, tão comunal na atualidade, crítico da impunidade dominante, embora grão de areia na imensidão do Cosmo, procuro exercitar o papel do Aguilhão que, atirado pelo moscardo, alardeado por Sócrates, maior crítico da República daquele tempo, desencadeia, nas pessoas, estalo de consciência, consciência associada a um enlevado amor, a política como a arte de fazer a comunidade feliz, contagiada pelo senso comum. O instinto sempre fazendo a sua vez, no processo eleitoral, seja ele partidário como nas eleições que se avizinham, para renovar cargos nos estados e país, seja classista, como as eleições no Conselho Regional de Veterinária no dia 30, o sistema monolítico de chapa única trama contra a liberdade na sociedade livre, pois ela, concentra o poder nas mãos de poucos, isto aconteceu muito no mundo Árabe, constitui objeto de luta na Síria, embora, a primavera Árabe venha tentando mudar, subverter essa mania rançosa de apodrecer no poder, as expensas de gente sofrida como a nossa, a todo instante uma noticia de violência na TV, o próprio sistema de reeleição, ainda mais, sem desincompatibilização, constitui exemplo, induz a abuso de poder, com o estatuto da reeleição, o Congresso Nacional - embora tenha sido ele comprado, como no mensalão - traiu a vontade soberana do eleitorado brasileiro. No seio classista, isto acontece não, apenas, no Conselho de Veterinária, em quase todas sopram ventos adversos a competição, no processo de escolha dos dirigentes, mesmo o voto secreto vem sendo sofismado, caminhando para o faça de conta, ao passo que com disputa de chapas, lutas acirradas, tal não aconteceria. Isto é ruim leitor, pois os grupos, associações, clubes, cooperativas, quando organizam, com maestria, ardor cívico, duas ou mais chapas, visando a disputa, para escolher, cada vez melhor, seus líderes são o sustentáculo, mola propulsora do sistema republicano. Infelizmente, sou instado a lamentar, pois, essa inestimável disputa cívica, mesmo no seio estudantil, é hoje, tímida, sombra perdida nas brumas do tempo, falo de camarote, pois, participei, ativamente, da política estudantil, dessa forma, posso assegurar que a disputa, hoje acomodada, era naquele tempo acirrada, participativa, nas escolas, universidades. Eram carregadas de civismo, idealísticas, singelas nos gastos financeiros, mas sobejamente ricas, nos debates calorados, desse modo, contribuíam, em muito, para arrefecer, desencorajar, as campanhas partidárias nababescas. O Supremo: STF está, com a interpelação da OAB, com faca e queijo na mesa, mão, para sufocar, reduzir, sensivelmente, os desatinos dessas campanhas milionárias, embrião, nascedouro do processo corruptivo, no país, ora, exorcizando a oportunidade, de um lugar ao sol a milhões de patrícios, atualmente na penúria, demais, subtrai a oportunidade de tornar a educação, saúde, segurança nossa de cada dia, qualidades. Portanto, para que a sociedade, como salientamos em outros artigos, não continue, sem querer querendo, burra de carroça dos gestores contratados pelo voto, ela tem que inaugurar um novo paradigma consubstanciado a participação, com altivez, da vida política do lugar onde mora, comunidade, para tanto, precisa reivindicar, a começar no sistema educacional, pela introdução obrigatória da disciplina de educação política, em todas as escolas públicas e particulares, aulas teóricas e práticas, ensinando o corpo discente o “b a ba” do sistema democrático, a arte de votar e ser votado, de forma consciente. O processo de escolha de dirigentes clama por inovações, disputas pacíficas, mas dinâmicas, uma chapa competindo com outras, e, nunca monolítica, como essa do CRMV e, regra geral, rotineira na classe rural, calcadas no faz de conta. Oxalá, a Justiça Eleitoral, possa inovar com o seu novo presidente, inclusive, plagiando e concitando o Supremo a proibir os donativos de empresas jurídicas, já citados, instando os candidatos a usarem, com o respaldo gratuito da mídia, em dose elevada, as solas dos sapatos, a conversa direta com os eleitores ouvindo-os, levando suas idéias de candidatos consubstanciadas as reivindicações associadas ao progresso, bem estar da sociedade contribuinte. Que bom seria leitor, a razão comandar a paixão, na próxima eleição, para a alegria da Nação. (Josias Luiz Guimarães, veterinário pela UFMG, pós-graduado em filosofia política pela PUC-Go, produtor rural. de tornar a educaortunidade de vo no pa merpelama parcimoniosa e altiva as campanhas partido)

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