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sexta-feira, 6 de junho de 2014
Fica para sempre em Goiás
Por Elizabeth Caldeira Brito
A Cidade de Goiás, que o Rio Vermelho corta, traceja e nutre, se vestiu de festa. Ornou seus casarios, ruas e becos que encurtam caminhos e reverenciam o passado. Vestiu de encantos a arquitetura evocativa e vernacular de qua trezentos anos de existência, cujos morros emolduram o nosso patrimônio artístico e cultural da humanidade. Seus recantos, monumentos e praças se enfileiraram em cortejo para receber, vivenciar e aplaudir o maior e mais importante momento cultural da cidade e seu entorno, o FICA.
O Festival Internacional de Cinema Ambiental, recém debutante, alcança a maturidade. Em sua 16ª edição, realizada neste final de maio, chega à completude na valorização da arte e da cultura goianas. Dos tempos de ensaio e erro às assertivas, a trajetória foi de amadurecimento e crescente sucesso, na superação dos percalços ao longo do caminho percorrido. Agora, senhor de si, de seus objetivos e de sua (quiçá) perenidade, o Fica “alcançou um patamar de respeito nacional e internacional de muita credibilidade no mundo todo”, nas palavras do consultor de cinema Professor Lisandro Nogueira. As ações que propiciam a defesa do meio ambiente faz com que o FICA seja, atualmente, um dos quatro festivais de cinema ambiental mais importantes do mundo, como afirma Gilvane Felipe, Secretário Estadual da Cultura, o executor responsável pelo sucesso do Festival, cujo início se deu com o idealismo e comprometimento cultural do, então presidente da pasta, Nasr Chaul, que comandou até a oitava edição. Chaul revestiu cada montagem de maior amplitude. Agregou novas modelagens multiculturais e multifacetadas aos FICAs de outrora.
O 16º Festiva homenageou o escritor, historiador José Mendonça Teles, cidadão vilaboense que canta e decanta a querida Vila Boa, sua gente, seus costumes, tradições e belezas. Homenageou, ainda, a atriz goiana global Ingrid Guimarães e à memória do ator José Wilker. O Festival enfatizou: “O futuro está impresso nas marcas que deixamos – Preserve-se”. O legado que o FICA deixa para a Cidade de Goiás, para o nosso estado, o país e o mundo se mede pela troca de experiências, pela integração e comunhão de culturas diversas, pelas atitudes na defesa do meio ambiente, na sustentabilidade das cidades, na valorização e difusão da criatividade de cinéfilos, ambientalistas e de artistas goianos e nacionais.
A prefeita da Cidade de Goiás, professora Selma de Oliveira Bastos Pires, em seu poético discurso, por ocasião da concorrida solenidade de abertura, creditou ao governador Marconi Perillo “...o sucesso deste Fica, pela sua persistência e espírito público que acreditou nos objetivos e alcance dos resultado deste trabalho na área do meio ambiente.” E acrescentou: “Receba o agradecimento de cada vilaboense e o reconhecimento de todos que aqui compareceram: cineastas, diretores, artistas, imprensa, escritores, músicos, especialistas, professores e estudiosos que creem nesse caminho para reverter o quadro de agressão continuada ao eco sistema de nosso planeta.”
O senhor governador Marconi Perillo em seu pronunciamento, discorreu sobre os resultados advindos das realizações do Festival, dentre eles: “As Leis Goyazes e do Fundo de Cultura, as ações de implementação do turismo, dando maior visibilidade à querida Cidade de Goiás, que se transformou em Patrimônio da Humanidade, e o desenvolvimento de políticas de proteção ambiental, entre as quais posso citar os programas Produtores de Água, que remunera fazendeiros que preservam as nascentes, e o Cerrado Sustentável, que tem aumentado a conservação da biodiversidade e melhorado a gestão ambiental e dos recursos naturais na paisagem produtiva.”
A sessão solene de abertura, no gracioso jardim do Palácio Conde dos Arcos, contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, criada em 2001. Sob a regência do maestro Eliseu Ferreira, encantou o público com temas musicais de obras cinematográficas consagradas. Iniciou com a melodia de abertura dos filmes da 20th Century Foz, em seguida executou as trilhas sonoras de Missão Impossível, Ghost, Piratas do Caribe e a encantadora e inusitada música O Datilógrafo, de Leroy Anderson, criada para a cena de Jerry Lewis na película Errado pra cachorro (inclusive com a máquina de escrever como instrumento musical). Eliseu Ferreira finalizou a apresentação, com a melodia do filme Rock Balboa, pontuando que o personagem tem semelhanças com o Governador: ambos são “lutadores”. Convidou, então, Marconi Perillo para reger a orquestra. Entregou a ele sua batuta, alegando que ele seria capaz. O Governador, afirmando não saber reger, e, demonstrando certo constrangido executou, com bom humor, a tarefa delegada à ele. Conduziu a melodia até o final. E o público, de pé, aplaudiu os dois excelentes regentes: o da Orquestra Sinfônica Jovem e o do Estado de Goiás.
(Elizabeth Caldeira Brito, escritora da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, da UBE-GO, do IHGG e 2ª Vice-presidente da Comissão Goiana de Folclore - bethcbrito@gmail.com)
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