segunda-feira, 2 de junho de 2014

Força Sindical ganha nova sede em Goiânia

Por João Nascimento
A Força Sindical de Goiás inaugura nesta terça-feira, 2, às 19 horas, no Setor Aeroporto, a sua nova sede, que está situada próximo à Avenida Tocantins. O presidente da Central, Rodrigo Alves Carvelo, o Rodrigão, vice-prefeito de Catalão, está preparando uma grande festa. Para tanto conta com o total apoio de sua diretoria, cujo vice-presidente é Eurípedes Raphael Maia, do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás - SECEG. Rodrigão frisou que a Central vem se empenhando pelo êxito da lei da terceirização. “Queremos que o governo atenda as reivindicações dos trabalhadores e nós aqui em Goiás faremos uma mobilização para fortalecer a luta nacional”, afirmou Rodrigão. Lembra que já se passaram seis anos de luta em prol dos trabalhadores do Estado. "E iremos dar continuidade ao trabalho da Central e alcançar mais benefícios aos trabalhadores”, finalizou o sindicalista. Rodrigo Alves Carvelo nasceu em Catalão em 18 de novembro de 1980. Filho de Maria Lúcia da Silva e Gabriel Alves Carvelo é casado desde 2004 com Mirian Carvelo, conhecida por “Pretinha”, com quem teve três filhos: Gabriela, Rodriguinho e Paulo Gabriel. Rodrigão, como é mais conhecido, é metalúrgico, trabalhou de 2000 a 2006 como operário da MITSUBISHI, quando se afastou da empresa para militar no sindicalismo. Foi o vereador mais votado da história do PSDB, eleito em 2008, com 1963 votos, o que corresponde a 4% dos votos computados naquele pleito, marca não atingida por nenhum outro candidato em 2012. Eleito vice-prefeito, assumiu a Secretaria de Infraestrutura de Catalão, mas acabou entregando o cargo por incompatibilidade administrativa com o prefeito municipal. Fundador e presidente da Força Sindical Goiás desde o ano de 2007, Rodrigão, apesar de muito jovem, conquistou o respeito de todos. Declarando-se defensor do interesse dos trabalhadores no Legislativo, saiu do chão de fábrica, se tornou o melhor vereador do município segundo o Instituto Tiradentes. É o primeiro vereador a se tornar vice-prefeito em Catalão. Isso em razão do trabalho que realizou no parlamento daquele município, sempre fazendo oposição com responsabilidade. Também foi o vereador que apresentou mais requerimentos, mais projetos de lei, sem falar que sempre utilizou a tribuna com coragem para defender os interesses de Catalão e de sua gente. A prova do bom trabalho realizado por ele foi o reconhecimento nas urnas, porque foi o primeiro vereador na história do município em sair de uma legislatura de vereador e já ser vice-prefeito. À frente da Força Sindical, segue com a mesma postura corajosa de defender os interesses dos trabalhadores, especialmente da categoria que representa. (João Nascimento, jornalista)

Carta aberta aos militares goianos

Por Major Araújo
Caros Policiais Militares e Bombeiros Militares Estado de Goiás. Temos assistidos cheios de expectativas e esperanças o aprimoramento, o avanço das legislações que regulamentam as aposentadorias dos profissionais que laboram no cargo de policiais (atividades de risco). Primeiramente através da apreciação pelo STF de um Mandado de Injunção, com um famoso efeito “erga omnes” interposto pelos policiais do Estado de São Paulo. Em seguida, por intermédio da edição da Súmula Vinculante nº 33, pelo Supremo Tribunal Federal aplicando ao servidor público as regras do Regime Geral da Previdência Social, relativas à aposentadoria especial de que trata o art. 40, § 4º da CF/88, até a edição de lei complementar específica. Por fim a edição da tão sonhada Lei Complementar n. 144, de 15 de maio de 2014, regulando a aposentadoria do servidor público policial, nos termos do § 4º, do Art. 40 da CF, cuidando, especificamente da mulher servidora policial, instituindo, finalmente, a aposentadoria aos 25 (vinte e cinco) anos de contribuição para as policiais. Todas essas normas veem causando, como dito, grandes expectativas nos seios das tropas militares femininas em todo o Brasil. São dezenas de milhares em todos os Estados da Federação que buscam informações com frequência e que denotam muita ansiedade e angústia na esperança e expectativas de, também, conquistar o direito de se inativar aos 25 anos de contribuição. Direito esse, já usufruído pelas policiais civis de nosso Estado a quase uma década. Caras companheiras, não se iludam, é frustrante e doído esclarecer, mas, nenhuma dessas normas são aplicáveis às policiais militares e bombeiras militares estaduais. Seus objetos são, especificamente dirigidos às policiais das outras Corporações que não sejam militares. Nem Súmula Vinculante nº 33 do STF, nem Lei Complementar Federal nº 144/14 abre brechas para congregar as militares, pois, são propositadamente elaboradas para nos excluir. Exclui-se porque segundo entendimento dos Tribunais Superiores os militares são regidos por leis específicas que devem ser editadas pelos Estados, nos termos do inciso X, do § 3º, do artigo 142 combinado com o § 1º, do Art. 42, da CF, e aqui no Estado de Goiás o poder dos Governantes não o permitem. Foi por essas razões que nós lutamos na Assembleia Legislativa para editar regras garantindo o direito de inativação aos 25 anos de serviço às militares. Regras que mesmo publicadas e já constante do bojo de nossa Constituição Estadual não mereceu o respeito do Governo e seus auxiliares de confiança. Que pelo que se percebe estão recomendados a não permitir a aplicação dessa norma. Para nós é certo que essa conquista não virá de forma espontânea pelo Governo, senão através de muitas lutas, mobilizações e ações sistemáticas, cujo êxito depende, da participação de todas as militares. Já temos um caminho percorrido. Não desistamos. Somente unidos, demonstrando força e perseverança poderemos transpor as resistências. (Major Araújo, deputado)

Acumuladores: o vício de guardar

Por Letícia Guedes e Gabriela Brandão
Você é uma pessoa que gosta de guardar alguns objetos achando que um dia aquilo poderá ser útil? Caso se identifique com a nossa pergunta fique atento, você pode estar sofrendo de um sério transtorno. Ser acumulador é um transtorno que causa vários prejuízos, como por exemplo, vir a tirar a pessoa da convivência familiar e/ou da sociedade, levá-la a se sentir triste e constrangida com a situação que vive, não ser compreendida por seus familiares e amigos, etc. E uma das formas de se ver livre dele é através da quebra do ciclo vicioso de acumular coisas tantas coisas desnecessárias, ou seja, sem função alguma. A acumulação compulsiva é também denominada de Disposofobia, e é interessante ressaltar que por trás deste problema temos indivíduos com queixas como: ansiedade, medo, arrependimento e frustração, bem como várias outras motivações. Portanto, o transtorno funcionaria, segundo os estudiosos, como uma mórbida compensação de algo que aflige a pessoa. Entretanto, um dado curioso é que na maioria dos casos há um sentimento muito grande de vergonha e constrangimento em quem acumula, sendo assim, estes sentimentos contribuem para que a pessoa passe a limitar muito a sua vida social. Outro ponto importante é que o transtorno pode, ou não, vir associado a outros sintomas presentes no transtorno obsessivo compulsivo (TOC,) ou a outros quadros como a depressão, a esquizofrenia e transtorno bipolar do humor. Um acumulador não pode ser confundido com um colecionador, já que o último seleciona objetos específicos para sua aquisição e manutenção e, em geral, tem apego apenas aos itens colecionados, mas pode utilizá-los para a troca ou para a venda sem sofrimento desproporcional. Por sua vez, o acumulador não apresenta esta seletividade, ele acaba por “guardar” objetos de várias categorias e na grande maioria das vezes sem propósito. Existem algumas categorias de acumuladores, são eles: acumulador estático por indecisão - são aqueles que acreditam que não há decisões fáceis, consequentemente, escolhem acumular objetos para reduzir a ansiedade de ter que tomar decisões; Acumulador com mentalidade de escassez - é o famoso "E se...", como no caso de "E se a crise econômica voltar", "E se o produto que eu gosto não for mais fabricado", e etc; E por fim, temos o acumulador de mentalidade econômica – são aquelas pessoas que repudiam o desperdício, portanto podem, por exemplo, acumular papel de impressão e pedaços de papel já utilizados para usar o outro lado. Para vencer este problema é preciso aceitar e reconhecer que ele existe e desejar a mudança, para isso temos a terapia cognitivo-comportamental como uma das mais indicadas, pois a mesma concentra-se em localizar as causas da acumulação compulsiva, essa abordagem permite que o cliente readquira hábitos de vida normais. Entretanto, é de extrema importância o apoio familiar, pois a ação positiva da família junto ao acumulador é a chave para estimulá-lo e encorajá-lo a mudar, e muitas vezes é uma ferramenta poderosa que eleva a autoestima do acometido pela acumulação, levando-o a prosseguir na busca pelo controle de seu problema. (Dra. Letícia Guedes, psicóloga Clínica, analista do Comportamento, especialista em Terapia Comportamental – Cognitiva, mestre em Psicologia, professora da pós-graduação, supervisora de estágio em Psicologia - draleticiaguedes@gmail.com/ Gabriela Brandão, graduanda de Psicologia, estagiária de Psicologia -www.clinicavivencialle.com.br/ Instagram: @clinicavivencialle/ www.facebook.com/vivencialle)

Contra o silêncio e a inoperância do Governo

Por João Joaquim
“O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons” ( Martin Luther King) Eu quero fazer um protesto contra o silêncio e a imobilidade do governo federal ante tantos protestos que estão se deflagrando por todo o país. Na verdade com maior fúria nas 12 capitais - sedes da copa do mundo 2014 (copa FIFA Brasil junho/2014). Vamos fazer uma sinopse da motivação dos protestos. Para realizar o torneio mundial, a FIFA fez rígidas exigências ao Brasil. Dentre estas, construções de estádios ou arenas padrão europeu (de 1º mundo), reforma e construção de aeroportos e vias de acesso no mesmo padrão (para estádios e terminais aeroviários) e outras infra-estruturas com segurança e conforto para os turistas. Para tantas mudanças e inovações modernas (padrão de qualidade suíça ou FIFA), têm sido gastos não mi, mas cerca de 10 bilhões de reais. Só na arena do Corinthians (itaquerão) já foram investidos mais de um bi. O que os brasileiros(as) pedem em seus protestos? Que haja também construção de hospitais, escolas e rodovias padrão-fifa. Porque na verdade esses serviços são de padrão africano (de 3º mundo). Isto em nosso país, onde os governantes, se jactam e se orgulham de sermos a 7º economia do planeta. Vejam, que têm absoluta razão os grevistas e protestantes. Como de muitos sabido a copa de futebol dura 30 dias. São ao todo 64 jogos. Para satisfação e cobiça da poderosa e bilionária FIFA, nossos áulicos e arrogantes governantes petistas abrem todas as burras(cofres). Bilhões de reais são torrados para um torneio esportivo que muitos lucros geram para uma entidade (FIFA), patrocinadores e empresas de comunicação. Nada contra fabricantes de bebidas alcoólicas, coca-cola e Rede Globo. Todos os patrocinadores e redes de televisão estão no seu limpo ( será ?) e legal objetivo de faturamento e muito lucro. A Globo é uma destas empresas que tem na seleção de futebol, uma espécie de galinhas dos ovos de ouro, uma parceria que gera milhões de lucro. Então perguntamos nós brasileiros(as), sobretudo os trabalhadores, estudantes e pacientes SUS. Se se gasta tanto com um evento de futebol que dura um mês por exigência FIFA, por que então serviços essenciais como saúde, segurança e educação estão jogados às traças, aos bandidos e marginais? Serviços e estruturas estas que devem ser permanentes e não temporários de 4/4 anos como copa do mundo! Os protestos, os lamentos, as súplicas e reivindicações de professores, policiais, trabalhadores em geral e estudantes são por melhorias em tantos serviços que servem apenas de “slogans” e promessas nas campanhas eleitorais pelos políticos . Fica a sensação de que o país se tornou refém de vários protestos, porque nada de concreto tem sido feito pelos gestores públicos para atender ao clamor da sociedade. As pessoas parecem céticas e descrentes com as instituições públicas como polícias e Justiça . Todos os brasileiros(as) parecem cansados e enojados de discursos e promessas vãs de nossos governantes e representantes lá em Brasília . Em meio a passeatas, a sociedade tem sido vítima e também refém dos chamados baderneiros e Black Blocs. São grupos de vândalos e sádicos que estão ali com o único intento de violência e materializar os seus instintos selvagens. Todos sabemos da leniência e fragilidade de nossas leis, da caduquice de nosso código penal. Face a essa realidade retrógrada: justiça inoperante, governantes incompetentes e corruptos, o que sente o cidadão de bem? Também vítima e refém do mesmo sistema anárquico e desordeiro. Por onde andam as instituições tidas como a última esperança de um povo amedrontado e vítima de tanta violência e ingerência governamental? O que têm feito o ministério público, forças armadas e OAB? O povo espera ser liberto de tanta ameaça e incerteza. Por onde andam nossos heróis ? “Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.” (João Joaquim, médico, cronista do DM - joaomedicina.ufg@gmail.com)

Repensar o ministério público

Por Inácio Pereira
Nos dias 30 e 31 de maio últimos, ocorreu em Brasília o II Encontro do Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios - MPDFT, para a apresentação e discussão do projeto "REPENSAR - Repensando o Ministério Público como agente de transformação social". A iniciativa, inédita no país, tem por objetivo discutir grandes temas de interesse da coletividade com vistas à uma maior aproximação do ministério público com a sociedade. Presentes 250 membros, entre promotores e procuradores de justiça, o encontro discutiu temas como o relacionamento externo do ministério público com órgãos estratégicos, como o poder executivo, o legislativo, o judiciário e os demais órgãos do sistema de justiça, como a defensoria pública, a OAB e as polícias civil e militar; bem como com os órgãos de controle, como o CNMP, CGU e tribunais de contas. Organizado pela Assessoria de Políticas Institucionais do MPDFT, o evento teve a participação de Oscar Motomura, principal executivo e facilitador sênior dos programas de atualização de líderes da Amana-Key - empresa de consultoria e educação executiva especializada em inovações radicais nas áreas de gestão, estratégia e liderança de organizações complexas. O "Repensar" pretende provocar reflexões a respeito do futuro do MPDFT, do papel de seus membros na busca de maior eficiência e produtividade e das ações necessárias ao fortalecimento da instituição. Por buscar excelência na coerência entre identidade (propósito, visão, princípios) e tudo o que o ministério público deve fazer em seu dia a dia, foi que o MPDFT optou pela parceria com a Amana-key. Executivo multidisciplinar, Motomura transita bem por diferentes campos da gestão e alta administração e tem um expertise único na área humana, especialmente em mediação de conflitos e negociações complexas, projetos de integração cultural e gestão de mudanças. Enquete realizada anteriormente ao evento entre todos os membros do MPDFT, após análise do conteúdo registrado, nortearam os temas que obtiveram maior enfoque, propiciando ampla discussão pelos grupos de trabalho, divididos que foram em trinta mesas redondas. O ponto de partida teve como pressuposto a constatação de que o ministério público foi criado para defender os direitos da sociedade e que essa missão vem sendo valorizada pela população. No entanto, essa proximidade pode e deve melhorar para que a missão do ministério público seja cumprida de forma cada vez mais ampla e evoluída. Neste sentido, discutiu-se como o ministério público pode estar cada vez mais próximo à sociedade e identificar de forma mais profunda e refinada os seus anseios e necessidades; além de como atender tais anseios de forma cada vez mais eficaz. Nesta mesma linha, discutiu-se como dar maior transparência e publicidade às ações e atividades do ministério público de forma que a sociedade se sinta mais próxima e bem atendida. No aspecto do relacionamento externo, a discussão partiu do pressuposto de que é preciso que as organizações, entidades públicas e sociedade tenham a consciência de que um grupo sozinho não é capaz de atender a todas as demandas para garantir os direitos do cidadão. É a união das diferentes competências públicas que poderão concretizar trabalhos que interfiram diretamente na realidade e na qualidade de vida do cidadão. As redes devem atuar com um sistema capaz de organizar pessoas e instituições, de forma igualitária e democrática, em torno de um objetivo comum. Sobre este tema, dominaram o encontro perguntas sobre "como" o ministério público pode ter maior aproximação e diálogo com o poder executivo na formulação de políticas públicas, e "como" isso pode e deve ocorrer em relação aos órgãos do sistema de justiça e de controle. Quanto à atuação judicial (reativa) e extrajudicial (proativa) do ministério público, afloraram temas sobre a adequação das promotorias de justiça judiciais e extrajudiciais à atual estrutura do MPDFT e de como aprimorar a atuação de tais promotorias. Outro tema que ganhou destaque no encontro foi a atuação conjunta de promotores e a independência funcional de seus membros. Princípio mais importante da instituição, a independência funcional preconiza que os membros do ministério público, no desempenho de suas atividades, não estão subordinados a nenhum órgão ou poder, mas somente à sua consciência, devendo sempre fundamentar suas atuações processuais (CF art. 129, VIII). Ocorre que, muitas vezes, a prática da independência funcional dificulta o diálogo interno e a atuação da instituição, que deve ser exercida de forma uniforme, integrada, coordenada, sinérgica e potencializada. Neste debate, preponderou-se a visão de que, ainda que haja pensamentos divergentes entre os membros, a comunicação interna e o nível de diálogo devem ser aprimorados com vistas à evolução contínua e a unidade do ministério público. Convergiu o debate para uma reflexão sobre a essência do princípio da independência funcional com ênfase à contribuir de forma mais eficaz e coordenada para a realização do propósito do ministério público. No mesmo enfoque, discutiu-se como integrar membros e servidores para o desenvolvimento das atividades institucionais do ministério público. Foi consenso a tese de que a fiscalização ao poder público quanto à efetiva implementação das políticas públicas, o combate à corrupção, a lavagem de dinheiro e a defesa do patrimônio público, são temas que impôem profunda reflexão e mudança de paradigmas no ministério público. Fez coro a constatação de que atuação intransigente na defesa desses interesses difusos e coletivos constitui mecanismo mais eficaz no combate ao crime que a simples repressão à criminalidade, expurgando a atual sensação de "enxugamento de gelo". Veio à tona a questão do superfaturamento das obras da Copa do Mundo com o reconhecimento de que, à época do convite feito pela FIFA, faltou ao ministério público brasileiro o feeling necessário para - no exercício de seu poder fiscalizatório - exigir um “não” do governo federal, haja vista não ser prioridade da sociedade brasileira a realização de evento de tamanha magnitude e custos, em momento em que o país vivencia grave crise nas áreas da saúde, da educação e da segurança pública. Enfim, foi um sucesso o "Repensar". Coordenado pela Procuradora-Geral de Justiça do MPDFT, a goiana Eunice Pereira Amorim Carvalhido, o evento foi marcado por grande entusiasmo e elevado grau de envolvimento dos participantes. Foi possível discutir, de forma serena e eficaz, relevantes temas de interesse da sociedade, propiciando um reinventar-se para os novos tempos - não só ao MPDFT, mas a todo ministério público brasileiro. Ainda com a parceria da Amana-key, o Colégio se reunirá novamente para a segunda etapa do "Repensar", a ser realizada no dia 2 de agosto, oportunidade em que, após apresentação dos levantamentos obtidos, possibilitará ao MPDFT por em prática a excelência dos processos de preparação da instituição para o futuro. Excelência da conexão discurso-ação em questões éticas e de responsabilidade econômica, social e política. Excelência que, por certo, virá em benefício de toda a sociedade brasileira - objetivo legitimador da existência do ministério público. (Inácio Pereira Neves Filho, promotor de Justiça)

Aparecida de Goiânia é destaque em logística

Por Maione Padeiro
É salutar falar de um tema eminentemente em alta nas empresas: o sistema logístico. Ressaltamos também, o crescimento logístico em Goiás e em Aparecida de Goiânia, alegria para todos nós. O sistema logístico surgiu inicialmente como parte da arte dos militares, era utilizado na guerra como a área que cuidava do planejamento de vários itens importantes, armazenamento, distribuição e manutenção de vários tipos de materiais, como armas, roupas, além de alimentos, saúde, transportes e etc. Atualmente, a logística é conhecida como uma parte essencial nas empresas, é um departamento responsável pela gestão dos materiais, sejam eles de qualquer tipo. A logística administra recursos financeiros e materiais, planeja a produção, o armazenamento, transporte e distribuição desses materiais. A logística está presente em diversos tipos de empresa e possui diversas funções. É uma área que tem crescido muito, uma vez que as organizações estão buscando cada vez mais pela qualidade de seus serviços e produtos, e a logística é uma parte fundamental para que isso ocorra. O sistema de logística é uma arte da administração que promove o gerenciamento e desenvolvimento da produção desde a aquisição de insumos até a entrega ao consumidor final. Transporta por exemplo à matéria prima, que amanha será uma blusa, um sapato, um móvel. Sua fundamentação possui grande importância para as organizações por proporcionar um sistema de gestão que promova a competitividade no mercado e qualidade ao consumidor final. Nos dias de hoje inovação, agilidade e competência é fator primordial. Necessariamente a logística possibilita que a empresa realize sua missão organizacional através de um planejamento estratégico de posicionamento e adequação mercadológica. Tais procedimentos sugerem a apresentação de um produto diferenciado e de interesse social, sendo eles promovidos, transmitidos e valorizados de modo a torná-lo um produto competitivo no mercado. Adentrando em matéria de administração, o sistema de aquisição e controle de estoque é processo primordial na gestão de uma organização por agregar valores e laços entre fornecedores, empresa e clientes. A empresa administra sua produção e controle de estoque juntamente com um fornecimento eficiente capaz de suprir sua demanda, analisando custos, qualidade e condições de fornecimento. Esse sistema de compras possibilita que a organização execute eficientemente suas atividades de forma rígida e planejada, baseando-se na demanda e satisfação do cliente. O armazenamento proporciona à empresa um controle produtivo para a empresa, proporcionando a alocação de insumos e produtos de acordo com o momento. Assim, considera que as empresas aprimorem seus sistemas de compras de acordo com a demanda e tenham uma relação estável com seus fornecedores e clientes, para que haja insumos a serem produzidos, fornecedores para suprir necessidades e clientes para adquirirem esses produtos. Da mesma forma que é necessária a estabilização das relações entre fornecedores e clientes. Conseguir demanda é resultado dos esforços promocionais, dirigindo-se a colocar o produto certo, no lugar certo e no instante correto para atender aos requisitos da demanda. É importante destacar o sistema logístico apresentado por uma das grandes empresas de nosso Estado, a TRANSZILLI, transportadora do grande amigo Oswaldo Zilli, localizada na BR 153, em Aparecida de Goiânia, que destaca a importância de a empresa determinar uma forma de distribuição a partir de modalidades de transportes, baseadas principalmente em custo, velocidade, segurança, quantidade e responsabilidade, em que a base da distribuição levará em conta a modalidade de transporte que a entrega necessitará. Há possibilidades de que no ambiente final necessite de modalidades diferentes, sejam aéreo, ferroviário, marítimo, fluvial ou rodoviário, devido às características ambientais, caracterizando assim uma intermodalidade. Da mesma forma que é importante adequar o sistema de compras de acordo com a demanda e disponibilidade de fornecedores, é essencial que as organizações possuam um sistema de estocagem eficiente. É assim que a referida empresa, vem crescendo e se destacando a cada dia mais. A Transzilli logística enfatiza, que devido ao fato de que fornecimento de material para produção dependa muito do fornecedor, é importante que a empresa crie um sistema de armazenamento capaz de atender necessidades da produção quando houver falhas ou atrasos por parte de fornecedores. O armazenamento deve ser construído de acordo com a capacidade produtiva, excedendo satisfatoriamente uma margem para suprimentos de falhas organizacionais. Assim, o armazenamento tem grande importância para as organizações para que não haja dependência no suprimento de insumos para produção e insegurança no decorrer da atividade. De acordo com os elementos apresentados, é possível afirmar que a logística possui grande importância para a manutenção das atividades organizacionais, já que, não havendo esse interesse pelo fornecimento e gerenciamento da cadeia de suprimentos, não há possibilidade de produção da empresa. O planejamento, controle e organização dos estoques e o fornecimento ao consumidor promove a evolução contínua da cadeia produtiva de organizações do mundo todo, aprimorando constantemente os negócios internacionais, nacionais e estaduais. Aparecida de Goiânia é exemplo em logística, temos grandes empresas que colaboram efetivamente com a economia e o desenvolvimento sócio econômico, destacamos: a TRANSZILLI transportadora, como já citada, a JC Distribuidora, a Rápido 900, a Megafort transportadora, a Focus Distribuidora, a Lagoinha Transportadora, dentre outras. A logística hoje no Município de Aparecida de Goiânia é fator ímpar para nosso crescimento econômico. Desenvolver e evoluir é o que desejamos, é a nossa vontade, pois, só assim viveremos a tão sonhada sustentabilidade empresarial. #aciagjovemeodesenvolvimentologístico (Maione Padeiro, presidente da ACIAG Jovem)

10 mentiras sobre o SUS que não tiveram coragem ou isenção de interesses para contar pra você

Por Marcelo Caixeta
1) Não falta dinheiro no SUS. Dou um exemplo simples : trabalho em um hospital filantrópico onde há 4 médicos que ganham uma média de 1.500 reais por mês. No SUS poderiam ganhar até 7 mil reais, mas não trocam um pelo outro. No SUS não são respeitados enquanto profissionais, no SUS não têm meios de fazerem uma medicina limpa e de qualidade. 2) Eles não vão para o SUS porque neste há uma filosofia básica : o médico não pode "dominar". O "socialismo" ( "todos iguais") impede que um "seja mais que o outro". O "socialismo" ( "ninguém pode ser mais que o outro") tem interesse em destruir todo tipo de iniciativa individual, todo tipo de “iniciativa privada”. 3) O SUS tem interesse em destruir o médico, entre outras coisas porque é dos poucos profissionais que têm oportunidades fora do Governo. Para o Governo é muito importante que toda a classe média se transforme em funcionários públicos, pois é assim que ela "compra a classe média" e a transforma em curral-eleitoral. 4) Por causa do ítem 3, há mais um motivo para destruir a Medicina fora do Governo : fazer com que o médico não tenha outra saída a não ser ir trabalhar para o Governo. Ultimamente, por exemplo, criou leis que obrigam os estudantes de Medicina e médicos recém-formados a trabalharem para o Governo. 5) Medicina é uma atividade humana científica muito complexa. É impossível fazê-la sem um médico. Por causa do que já foi exposto acima, é isto que o SUS tenta fazer. Por exemplo, contrata profissionais de saúde não-médicos para fazer o serviço do médico, sejam brasileiros, sejam cubanos ( formados em cursos técnicos de medicina ). Para isso utiliza-se inclusive de trabalho semi-escravo, profissionais de saúde cubanos cujo salário de 9 mil fica com Cuba e só 1 mil com eles. Um dos efeitos colaterais do comunismo são os baixos salários : com a abolição da iniciativa privada não há interesse em melhorar a produtividade. Há estagnação. Para resolver a estagnação, uma das soluções é a escravidão ( quando Stálin, por exemplo, destruiu o sistema agrícola da URSS, teve de escravizar a população e obrigá-la a trabalhar nos campos sob a mira dos fuzis ). 6) O SUS não é um sistema de saúde, é um sistema político. Seu objetivo não é o atendimento médico das pessoas, é o assistencialismo que visa o "domínio socialista" ( estatizante ) sobre uma população e a destruição da Iniciativa Privada ( "capitalismo" ) no âmbito médico-hospitalar. 7) Dizendo-se "socialista", diz que sua estratégia de base é a "medicina simples", "medicina de família", "medicina de bairros", etc. Mas esta estratégia é completamente ineficiente, não há hospitais, laboratórios, médicos especialistas. A medicina é uma atividade muito complexa do ponto de vista científico, e não dá para fazê-la de pés-descalços. De um lado, o Governo Federal tenta acabar com os hospitais , ou precarizá-los ( vide ótima reportagem emhttp://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/05/fantastico-percorre-hospitais-do-brasil-e-encontra-uti-sem-medicos.html ) . Com esta política atual perde-se uma média de 15 leitos do SUS por dia. No entanto, por outro lado, Governos Estaduais e Municipais cada vez tem a noção mais clara de que precisam investir em Medicina Hospitalar. Nenhum Governo coloca isto às claras, pois isto seria dar o braço à torcer para o "capitalismo", para a "iniciativa privada", pois só estes dão conta da complexidade hospitalar da Medicina. Governos Estaduais e Municipais, no Brasil todo, estão "complementando" as tabelas hospitalares do SUS, mas nenhum político, nenhum Governo, tem a coragem de dizer que "o paradigma de médicos-pés-descalços" não deu certo como estratégia de saúde pública, e que agora estão investindo mesmo é em medicina hospitalar , especializada, tecnológica. 8 ) O SUS mal-acostuma a população a achar que o atendimento médico-hospitalar é algo que tem de ser gratuito. Isto tem o efeito de abaixar preços de consultas e de hospitalizações, tornando cada vez mais raro o médico que atende bem no consultório e na enfermaria. Todos os médicos estão fugindo do trabalho clínico, ora querem virar funcionário público, ora querem fazer exames, cirurgias, procedimentos, ou , os que sobram para a "boa medicina clínica" ( ambulatorial ou hospitalar ) tendem a arrancar o couro dos pacientes ( cobram alto por um trabalho de qualidade, que não existe em outro lugar, seja no Governo seja nos Convênios ). 9 ) O SUS gratuito "contamina" também a Iniciativa Privada, abaixando preços de consultas e diárias nos planos de saúde. No âmbito dos planos de saúde os médicos trabalham mal, geralmente só ficam neles os médicos de má-qualidade. Esta má-qualidade faz com que serviços de consultórios "não prestem", serviços hospitalares em enfermariaapartamentos não prestem, aí recorre-se cada vez mais às UTIs, que viraram a "tentativa de panaceia Universal". Mas tal precarização já atinge também as UTIs, há unidades destas que funcionam até sem médicos ( vide reportagem acima ). Então, para "resolver o problema da saúde", criarão a Super-UTI, ou então ( vide reportagem da última Revista Época ), as famílias terão de vender tudo para pagar atendimentos de qualidade, mas caríssimos ( inflação do mercado por causa de sua destruição, causada pelo Governo ). 10 ) A deterioração que o Governo SUS promovem na Medicina é tanta que o Brasil é o único país no mundo onde a Medicina de Urgência e UTI é feita pelos profissionais mais inadequados ( nos países desenvolvidos, são os mais capacitados ) , ou seja, os que ganham pior, os recém-formados, os já velhos, cansados, desatualizados, cubanos, doentes, sem-formação, sem-especialização. Isto faz com que a qualidade de atendimento médico de urgência e UTIs sejam ainda piores do que a média da Medicina geral, redundando em numerosas mortes. As mazelas do SUS, em suma, nada mais refletem do que a excessiva ingerência Governamental em uma área da Sociedade Civil ; como em todas as áreas, Economia inclusive, o resultado é este aí : falência e caos. (Marcelo Caixeta, médico)